Sabe qual é a pegada de carbono do seu edifício?

02 Nov 2022
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A maioria das empresas não sabe qual a eficiência energética do seu edificado. Em alguns casos nem sequer quantos ativos têm. E é precisamente aqui que entra a Nextbitt. A empresa disponibiliza uma plataforma que, em tempo real, dá toda a informação necessária sobre o edificado. O que permite tomar as devidas medidas para atingir as metas da sustentabilidade. A Prio é um dos clientes.

Com a sustentabilidade a estar cada vez mais presente no quotidiano dos negócios, a gestão de ativos físicos - dado o seu peso no consumo energético e as metas definidas pela Comissão Europeia - começa (finalmente) a ser encarada com um maior rigor. Rigor ao nível de gestão centralizada e integrada, capaz de facultar os dados necessários para se saber, exatamente, qual a pegada ecológica de cada edifício. Esta é a promessa da Nextbitt.

O Diário de Notícias conversou com um dos seus fundadores e partner, Miguel Salgueiro, que não só explicou a ideia que está por trás da plataforma e de que forma esta faculta e potencia a sustentabilidade, como também revelou a saúde financeira da empresa e os planos para o futuro. Planos que passam pela aquisição de mais recursos humanos e pela internacionalização (que a cinco anos quer que represente mais de 50% da faturação).

Pelo caminho, Miguel Salgueiro revelou que, em 2020, a empresa geria mais de um milhão de euros de ativos e que o próximo passo, em termos de inovação, passa pela definição da pegada carbónica de cada pessoa. E nada melhor do que ter a "versão" dos clientes, neste caso da Prio, nas palavras de Tiago Cachim, Information Systems & Technology Director na Prio Energy.

 

Gestão e otimização de ativos físicos. Em que medida as empresas beneficiam de ter uma solução deste tipo?

Miguel Salgueiro: Cada vez mais, a gestão e otimização de ativos físicos revela-se fundamental para as organizações do atual ecossistema. Numa primeira fase, permite ter um cadastro permanentemente atualizado, com o objetivo de gerir o seu ciclo de vida útil, permitindo às organizações ter uma visão integrada do mesmo, agindo sempre que possível com base em dados gerados por alarmística gerada por diferentes tipos de sensores. A equipa Nextbitt tem vindo a desenvolver vários projetos que pretendem controlar os equipamentos e instalações dos nossos clientes que se encontram dispersos geograficamente ou reunidos numa mesma instalação. Neste sentido, a nossa solução tira partido das tecnologias mais recentes como NFC ou geo-referenciação para garantir uma rastreabilidade completa dos ativos físicos de uma organização ao longo do seu ciclo de vida. Quer no que diz respeito ao controlo de custos, quer na vertente operacional de disponibilidade e operação de cada equipamento. Os nossos clientes passam a ter uma visão integrada de todas as intervenções em todo o seu património, disperso pelo território nacional e internacional. Neste tipo de projetos, a nossa plataforma gere todas as inspeções periódicas, certificações, reparações e modificações de infraestrutura. Por outro lado, o desaparecimento, o roubo e a danificação de ativos físicos representa, nas organizações, desde há vários anos, uma das principais despesas empresariais. Neste sentido, ao implementarmos uma plataforma que permite fazer a gestão e o controlo em tempo real destes ativos físicos fará com que os gastos alocados a estas despesas sejam direcionados para necessidades de maior relevância para o desenvolvimento do negócio.

 

Qual o diferencial oferecido pela Nextbitt?

M. S.: A tecnologia Nextbitt é uma plataforma abrangente no que diz respeito à gestão de património das organizações, desde o cadastro, passando pela gestão de manutenção, facilities, auditorias, IoT [Internet das Coisas]até à componente da sustentabilidade, com o SGA Sistema de Gestão Ambiental e o SGE Sistema de Gestão Energético. Em muitos casos a tecnologia é a base dos centros de comando operacionais das organizações, na medida em que é uma plataforma que, para além da sua abrangência e complementaridade, é integradora quer ao nível dos diferentes ERP, quer ao nível dos diferentes hardwares, desde GTC, carregadores elétricos, quadros elétricos, etc. Desta forma, o utilizador final necessita apenas de utilizar a plataforma Nextbitt na gestão dos seus ativos, sem ter de recorrer a qualquer outra solução, tendo assim dados ou indicadores em tempo real.

 

Qual a ligação entre a gestão dos ativos físicos e a sustentabilidade?

M. S.: A sustentabilidade, o novo digital das organizações, tem vindo a criar uma forte dinâmica e uma cultura cada vez mais ambiental em toda uma nova estratégia das diferentes indústrias, tendo por base o ESG - Environmental, Social and Governance. Neste sentido, uma organização ao incluir uma plataforma que faça a gestão e otimização dos seus ativos físicos consegue manter um registo permanente de todo o seu património, bem como a gestão do ciclo de vida útil de cada ativo físico. No entanto, com a plataforma Nextbitt, para além da gestão e otimização dos ativos físicos, uma organização consegue congregar o módulo de Sistema de Gestão Ambiental e de Sistema de Gestão Energética, o que simplifica o cumprimento da conformidade ambiental e dos relatórios de sustentabilidade numa visão top-down, desde os departamentos, às infraestruturas até aos ativos físicos, numa única aplicação. Esta solução garante assim a gestão do cálculo da pegada carbónica, com base em toda a informação de gestão de ativos físicos: métricas de qualidade de energia, água, gás, combustíveis fósseis e rastreio de resíduos perigosos produzidos, bem como o ambiente interior dos edifícios. Para além disso, permite também, às organizações, ver em tempo real consumos, de forma simples e a baixo custo, o que antigamente não era possível.

 

A Nextbitt direciona-se especificamente para algum setor de mercado? Qual e porquê?

M. S: A tecnologia Nextbitt é uma plataforma transversal ao nível da gestão de ativos físicos. Nesta lógica, atuamos nas diferentes indústrias, onde destacamos a energia, banca e o retalho especializado, o setor dos transportes, a indústria metalomecânica, a saúde e estádios ou arenas de espetáculos.

 

Quais as perspetivas para este ano?

M. S: Para os últimos seis meses de 2022, ao nível de recursos humanos prevemos aumentar a nossa equipa em mais 30 talentos para diferentes áreas de atuação. software tester, net fullstack developer, BI, Engenharia do Ambiente, marketing digital, são alguns dos perfis que a empresa ainda pretende recrutar. Ao nível de faturação, temos como objetivo atingir um crescimento de 30% no seu volume de negócios e de dez a 15 novos clientes em Portugal. Uma vez que atuamos maioritariamente no espaço das grandes organizações, o crescimento de projetos neste tipo de clientes não deve ser visto de forma isolada, pois, para nós, significam novos ponto de faturação, e aqui, só nos primeiros seis meses de 2022, já crescemos 35%.

 

Qual o impacto da pandemia na transição digital das empresas portuguesas?

M. S.: A pandemia acelerou de forma abrupta o foco na digitalização das empresas nacionais obrigando-as a terem de se tornar mais ágeis e digitais, ou caso contrário correm o risco de ser ultrapassadas pela sua concorrência. Neste sentido, pelo que temos vindo a observar do mercado, a gestão de ativos físicos é uma preocupação cada vez maior das empresas nacionais e transversal na digitalização das diferentes indústrias, na medida em que é vista como uma "parte" integrante da cadeia de valor da atividade diária laboral de qualquer organização.

 

Qual foi a faturação da empresa em 2021? Houve uma evolução positiva? Quanto preveem faturar este ano?

M. S.: A Nextbitt registou no seu balanço de 2021, o seu melhor ano de sempre em termos de volume de faturação, com um valor de três milhões de euros, permitindo assim registar o seu recorde de volume de negócios. Este resultado representa um crescimento de 60%, o que vem comprovar a consistência e a qualidade percecionada dos produtos e serviços da organização, assim como a assertividade e a relevância da sua oferta e a aposta no capital humano como pilar fundamental do desenvolvimento da empresa. Como referido anteriormente, para 2022 temos como objetivo atingir um crescimento de 30% no volume de negócios e de dez a 15 novos clientes em Portugal, como uma forte aposta na sustentabilidade.

 

Qual o valor do mercado externo? É uma área onde tencionam crescer? Quanto e para que mercados?

M. S: A aposta na internacionalização representa 12% da faturação global referente ao último ano e assenta no desenvolvimento de projetos em Espanha, Estados Unidos, Angola, África do Sul e Brasil. No entanto, face à ronda de investimento de cinco milhões de euros aplicada pelo fundo Explorer Investments, a Nextbitt pretende acelerar o seu crescimento internacional, tendo como objetivo a presença em quatro ou cinco geografias da comunidade europeia. Espanha será uma delas, claramente, as restantes geografias ainda estão a ser estudadas. Dado o crescimento até à data, manter este ritmo implica alargar a presença da Nextbitt a novos mercados, sem descurar nunca a base de operação nacional.

 

Quais as perspetivas de vendas para o fecho do ano de 2022?

M. S.: Continuar a crescer de forma sustentada a dois dígitos.

 

Qual a relação com a Prio? Em que consiste a parceria e quais os resultados obtidos? É um projeto replicável?

Tiago Cachim: A relação com a Nextbitt foi, e continua a ser uma relação de parceria, em que o sucesso da empresa implica que o nosso investimento na plataforma surtiu efeito, pelo que tudo temos feito para ajudar nesse crescimento, dentro desta lógica de parceria já mencionada. Os resultados falam por si - conseguiu-se algo que inicialmente se avaliava como sendo de dificuldade muito elevada, que é ter as várias áreas de manutenção do grupo debaixo da mesma base, com a configuração específica de cada área on top. O sucesso do projeto foi resultado de um conjunto de fatores, em que saliento o fator humano. As várias equipas tiveram um peso fundamental e decisivo, pelo que a replicação de um projeto desta magnitude e complexidade não se afigura fácil.

 

O que levou a Prio a optar pela solução da Nextbitt? Qual o valor acrescentado da solução?

T. C.: Procurávamos uma solução que fosse transversal às várias áreas de manutenção existentes na PRIO, que se estendem desde a manutenção fabril, com equipas internas e stocks de consumíveis, até à manutenção de postos de abastecimento, cujo modelo assenta quase exclusivamente em fornecedores, com gestão cuidada de níveis de serviço e elevada dispersão geográfica. Tínhamos uma solução que não respondia a este requisito, pelo que consultámos o mercado, e após um complexo processo de procurement, escolhemos a Nextbitt, pela capacidade e flexibilidade que demonstrou para conseguir ser transversal o suficiente para ser bem-sucedida no projeto. É uma solução cloud-based, escalável à medida da necessidade do cliente, e que tem um roadmap de funcionalidades que vão ser desenvolvidas e entregues na plataforma, por via de upgrades periódicos.

 

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Fonte: Diário de Notícias

 

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