Automatização, sensores e robots: novo normal na gestão dos espaços de trabalho

20 Jun 2022
Partilhar
Facebook LinkedIn Twitter

A pandemia da COVID-19 fez com que milhões de pessoas deixassem os seus locais de trabalho. Edifícios de escritórios, hotéis, restaurantes, centros comerciais e até mesmo escolas viram-se obrigados a encerrar, ficando totalmente desertos. O trabalho remoto arrecadou o papel principal durante esta crise. Aliás, a pandemia fez com que a implementação do trabalho remoto acontecesse 25 vezes mais rápido. No entanto, dois anos depois, já começamos a perceber de que forma vamos regressar à “normalidade”, e vários são os especialistas que assumem que o total regresso aos locais de trabalho comuns não voltará a acontecer.

Neste sentido, devemo-nos questionar: Como será o “novo” dia-a-dia dos técnicos do setor?

O dia tanto pode começar no escritório como noutro lugar qualquer do mundo, pois passámos a ter a capacidade de ver o que está a acontecer em cada edifício e verificar se todos os equipamentos estão a funcionar corretamente. No caso de algum equipamento, integrado na tecnologia de Gestão de Ativos Físicos, tiver uma anomalia, por exemplo o ar condicionado sobreaquecer, será gerado automaticamente um alarme para o técnico atribuído à resolução do problema. Por outro lado, se o técnico tiver dúvidas na reparação do equipamento, através da Realidade Aumentada, pode ter auxílio remoto! Esta será, sem dúvida alguma, a realidade num futuro próximo.

A maioria da Gestão Integrada de Edifícios tornar-se-á remota nas próximas décadas, no entanto os técnicos vão continuar a precisar de estar no local para efetuar determinadas tarefas específicas, nomeadamente instalação de equipamentos.

Neste sentido, identificamos 3 linhas que vão dar seguimento ao futuro do setor:

1. Automatização das Máquinas

Com a transformação digital de que temos sido vítimas, nos últimos anos, nenhum setor se pode assumir imune à automação. Desde o serviço de quartos às linhas de montagem, as tarefas manuais vão desaparecer. E como as máquinas nunca se cansam, os técnicos vão ter de se adaptar a infraestruturas que podem funcionar 24/7 a máxima capacidade. As empresas esperam que esta gestão as ajude a obter a maior produtividade possível dos seus investimentos. A boa notícia é que, nessa altura, a manutenção preditiva vai ser um dado adquirido. Os engenheiros vão monitorizar os equipamentos remotamente para prever falhas e evitar disrupções ao serviço. Algumas máquinas vão monitorizar-se a si próprias e desligar-se ou autodiagnosticar-se quando um problema ocorre, despoletando um sinal de alerta.

2. Recolha Automática de Dados

Os equipamentos vão ser monitorizados por vários sensores, em vez de obrigar os técnicos a inserir todos os dados manualmente. Por sua vez, a recolha automática de dados permitirá aumentar a precisão do software, que se vai tornar numa ferramenta indispensável para resolver problemas e tomar decisões. A curto prazo, o grande desafio é centralizar as operações em plataformas integradas.

3. Revisões remotas

Já faltou mais para que os robots, controlados remotamente, assumam a assistência técnica das organizações dos dias de hoje. Os engenheiros vão usá-los para seguir o dia a dia e fazer revisões virtuais. A mesma tecnologia pode ser usada para que os técnicos mais experientes ou até mesmo os fabricantes possam participar em intervenções delicadas e dar instruções passo a passo. Para quem gere diversos edifícios, será possível estar vários locais ao mesmo tempo, sem que tenha de sair da secretária. Além disso, como vivemos uma grave crise no que a recursos humanos especializados diz respeito, é uma solução que permitirá fazer uma melhor gestão do tempo destes profissionais.

Neste sentido, conseguimos entender que os engenheiros estão, neste momento, a fazer um grande esforço para se adaptarem à evolução dos locais de trabalho e às, cada vez mais, exigentes necessidades dos colaboradores. Aqueles que adotaram a flexibilidade e desenvolveram processos sólidos serão os que irão moldar a próxima renovação dos locais de trabalho.

Fonte: Exame

Aqui pode encontrar mais notícias sobre a NextBITT ou descubra como o podemos ajudar

Notícias Relacionadas

05 Dez 2022
Nextbitt: a ‘ajuda preciosa’ para a indústria automóvel

A Nextbitt surgiu em 2015 e desde ai que nunca mais parou.

02 Nov 2022
Sabe qual é a pegada de carbono do seu edifício?

A maioria das empresas não sabe qual a eficiência energética

13 Out 2022
Entrevista Nextbitt no minuto Corporate Finance

Miguel Salgueiro, CEO da Nextbitt, é o convidado para a rubri

28 Set 2022
Aposta na transformação ambiental das organizações em Portugal

No final do ano passado, a União Europeia decretou que as org

Usamos cookies em nosso site para oferecer suporte a recursos técnicos que melhoram a experiência do utilizador.

Também usamos serviços de análise e publicidade. Para cancelar, clique para obter mais informações.